Histórico

O contato com o tema do exílio político se deu em 2015, após ele ter sido apresentado nos projetos de pesquisa da Profa. Dra. Andréa Lisly Gonçalves que se dedica a investigar o assunto também.

A partir de 2017,  a pesquisa sobre o exílio e os exilados políticos que saíram de Portugal em razão das perseguições do regime do Rei Dom Miguel passou a ganhar mais fôlego, principalmente com a posse de algumas fontes – iconografias, diários manuscritos, livros – que encontram-se armazenadas nos arquivos e nas bibliotecas portuguesas.

Entre 2018 e 2019, a investigação ganhou maior atenção resultando na dissertação de mestrado Entre penas e impressos: aspectos da experiência politica de exilados liberais na Europa e no Brasil contra o regime de D. Miguel (1826-1837). O objetivo central foi investigar os aspectos da experiência política de exilados liberais na Europa e no Brasil entre os anos de 1826 e 1837. Alguns exilados quando chegaram no país defenderam os ideais do Liberalismo, a Constituição Portuguesa de 1826, o governo de Dom Pedro I, Imperador do Brasil, e de sua filha Dona Maria da Glória. A hipótese defendida na dissertação foi a de que a presença dos exilados em território brasileiro constituiu um contraponto aos discursos dos periódicos [jornais] de tendência liberal moderada como o Aurora Fluminense no panorama de circulação de ideias e no contexto dos conflitos de identidades entre  “ser português” e “ser brasileiro”.  A pesquisa contribuiu para as formas de apreensão do exílio liberal de cidadãos portugueses no Brasil.